domingo, 28 de junho de 2009

Julho vem aí!



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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Choque de gestão no futebol

Por: Rodrigo Brapp


No começo, achei que era coincidência, ilusão de ótica, desatenção.
Mas, rapidamente, constatei, por observar e por ouvir do próprio diretor de marketing do Corinthians, que “a camisa poluída de marcas de patrocinadores que fatura muito mais do que outras mais limpas” fez o clube a aumentar a área útil do outdoor ambulante.Do meu tempo de atleta de futsal, lembro, perfeitamente, que uma das primeiras lições de comportamento e disciplina aprendida era que todos deviam colocar as camisas por dentro do calção – símbolo de ordem e organização da competição. Treinadores e juízes cobravam dos atletas esta postura que, no meu caso, permaneceu automatizada em todos os campeonatos e peladas que disputo até hoje.No caso do clube paulista, todo o elenco entra com as camisas à mostra, por completo, desleixadamente, para expor a marca de um dos patrocinadores. Até agora, não testemunhei reprimendas ou corretivos por parte dos árbitros. E não será o Mano Menezes que irá fazê-lo.Confesso que não encontrei informações credenciadas, na internet, que me levassem a afirmar se essa conduta é normatizada pela Fifa ou International Board e seus regulamentos, como proibida ou permitida. Mesmo porque, não é esse o ponto em questão.Esse fato é, a meu ver, bastante ilustrativo de como o futebol brasileiro, em geral, e as competições, em particular, necessitam de organização, disciplina, de um roteiro ordenado segundo procedimentos profissionais e mercadológicos capaz de criar valor. Como ocorre na Europa, em geral e, em particular, na Champions League – e quem a acompanha, sabe que o espetáculo não ocorre somente na partida final. A Uefa planejou todos os detalhes. Desde a entrada das equipes em campo, passando pela logomarca, propriedades de patrocínio e até mesmo o famoso hino, composto por uma grande orquestra européia. Não é por nada que, proporcionalmente, a competição rivaliza com a Copa do Mundo da Fifa nas finanças.Para quem teve seu desejo atendido, de realizar uma Copa do Mundo, o país do futebol tem muito a fazer ainda. Muitos detalhes somados, de agora até 2014, que, só assim, habilitarão o sucesso do evento e poderão perenizar os efeitos benéficos para a gestão do esporte no Brasil. A “Teoria das Janelas Quebradas” enuncia a iniciativa do Metrô de Nova York para combater atos de vandalismo, pichações e calotes nas catracas na década de 1980. Seus criadores argumentavam que, se as pessoas que ali transitavam nesse ambiente depreciado, ou achariam que isso era normal, sempre fez parte do cenário, ou, pior, continuariam com o processo de degradação. O plano obteve êxito e foi expandido para toda a cidade sob um plano de segurança pública, nas mãos do prefeito Rudolph Giuliani, que lhe deu notoriedade e ficou conhecido como “Tolerância Zero”.No Brasil, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lançou em 2009 o “Choque de Ordem” visando revitalizar áreas e serviços urbanos.Será que teremos o “Choque de Gestão” no futebol brasileiro, ou ele continuará assim, como sempre foi?Tem muita janela quebrada para consertar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ameaças não irão calar minha voz.

Nos últimos dias tenho recebido algumas correspondências pela internet em tom de ameaças pessoais, quero aqui registrar em minha página que não será dessa forma que alguns oposicionistas ao meu trabalho e aos meus pensamentos irão calar minha voz.

A título de registro ficam aqui mais uma vez meus e-mails para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários: pedroldpa@hotmail.com e prvsports@bol.com.br

Pedro Roberto Viana Nascimento
RG - 2173160 SSP-BA.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Copa 2014 já aquece economia do Brasil.

A Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, parece distante do calendário de quem pretende participar do evento. Contudo, se o objetivo for ganhar dinheiro com o campeonato mundial de futebol, a preparação precisa começar agora. A expectativa é que a Copa movimenta US$ 10 bilhões em investimento no país, que eleve em 3% o Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano, propicie uma arrecadação de R$ 700 milhões em impostos e que sejam contratadas 100 mil pessoas. Números que dão a dimensão das oportunidades que devem ser criadas.
Os setores de comércio e serviços serão os mais beneficiados. Haverá oportunidades que vão desde a venda de produtos e de alimentos para os turistas até serviços de transporte dos visitantes da cidade de São Paulo, uma das sedes do Mundial. “As áreas de hotelaria, turismo, comércio, entretenimento e até saúde poderão ser interessantes para quem quer investir em um negócio ou profissão para a Copa”, diz o coordenador do núcleo de Estudos e Negócios do Esporte da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Claudineí Santos.
Uma das principais profissões ou negócios que aparecem para a Copa é a área de gestão de eventos e entretenimento. A coordenação das arenas selecionadas pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) será feita por empresas. “Elas terão de ser capazes de promover atividades que vão além do futebol e não só para o período anterior ou durante o campeonato mundial, mas também após o evento”. Comenta o coordenador da pós graduação e marketing esportivo da Trevisan Escola de Negócios José Carlos Brunoro.
InformaçãoPara o gerente regional Capital Sul do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE São Paulo) Luis Rogério Muniz, há dois pontos importantes que estiver certo, essa pessoa poderá se tornar referência, seja o taxista que fala inglês e que poderá ser credenciados por um hotel para atender os turistas ou gestor de entretenimento, que poderá coordenar a arena.Os especialistas acreditam que até o final desse ano será anunciado o plano de ação para a Copa do Mundo no Brasil. A partir desse planejamento, empreendedores e profissionais poderão definir seu foco de investimento para participar do evento. “Porém há coisas que podem ser feitas desde já, como estudar idiomas ou freqüentar cursos de capacitação em turismo e hotelaria, se é essa a área que interessa”, diz Santos.
GanchoA expectativa é que o principal evento de futebol no mundo incentive o esporte como gancho turístico para as capitais, como a Fórmula 1 já fez em São Paulo. Segundo Brunoro, o grande prêmio de 2008 movimentou 50 milhões de dólares na capital paulista. “Imagino o que uma Copa pode trazer de investimento no setor público e do privado, na área de propaganda e em todas as outras que se movimentarão com o evento”, diz.

Fonte: Jornal da Tarde

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nova lei para o jornalismo no Brasil

Fonte: STF

Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.
O entendimento foi de que o Decreto-Lei 972/1969, baixado durante o regime militar, não foi recepcionado pela Constituição Federal (CF) de 1988 e que as exigências nele contidas ferem a liberdade de imprensa e contrariam o direito à livre manifestação do pensamento inscrita no artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica.
A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, em que se discutiu a constitucionalidade da exigência do diploma de jornalismo e a obrigatoriedade de registro profissional para exercer a profissão de jornalista. A maioria, vencido o ministro Marco Aurélio, acompanhou o voto do presidente da Corte e relator do RE, ministro Gilmar Mendes, que votou pela inconstitucionalidade do DL 972.
Para Gilmar Mendes, “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, disse. “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”, afirmou o relator.
O RE foi interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da 16ª Vara Cível Federal em São Paulo, numa ação civil pública.
No RE, o Ministério Público e o Sertesp sustentam que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.
Além disso, o artigo 4º, que estabelece a obrigatoriedade de registro dos profissionais da imprensa no Ministério do Trabalho, teria sido revogado pelo artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, mais conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ao qual o Brasil aderiu em 1992. Tal artigo garante a liberdade de pensamento e de expressão como direito fundamental do homem.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Iniciação esportiva.

Uma boa pedagogia não é aquela que demonstra um gesto para ser imitado, automatizado, mas é aquela que permite ao educando vivenciar um processo de ensino-aprendizagem
Falar sobre iniciação esportiva e iniciação ao futebol é a mesma coisa, pois tanto na forma quanto no conteúdo só me salta aos olhos as semelhanças, sendo que as teorias que sustentam minha afirmação me permitem desconsiderar as diferenças.

Sempre devemos pensar numa iniciação esportiva com foco nas semelhanças, na tese da família dos jogos, ou mesmo, na família dos jogos de bola, na família dos jogos de bola com os pés...

Quero ainda destacar que isso não impede ninguém de dizer escolinha de futebol, de basquete, de natação, mas pensar pedagogicamente numa escola de esporte.

As novas tendências em pedagogia do esporte apresentam inúmeros argumentos, teses e exemplos reforçando e sustentando um projeto de escola do esporte que tende ao “universal” (emprestando um termo cunhado por Benda e Pablo Juan Greco).

Contudo, antes de me ater e discorrer sobre a iniciação esportiva especificamente, insisto em um tema recorrente, chamando atenção à posição que muitas vezes se assume no tocante à iniciação esportiva, em que frequentemente a criança é subordinada à aprendizagem de estereótipos descritos em manuais técnicos, onde em suas “bulas” dizem alcançar resultados imediatos, porém os doutrinadores não se preocupam em determinar uma posologia para adequar à dosagem da “droga” (os graus de dificuldade) que será transmitido as crianças.

O professor João Paulo Medina foi muito feliz na sua reflexão sobre esse fato, dizendo que, como resultado dessa produção, pois não podemos chamar de construção, produz-se às vezes atletas espetaculares, mas não se dão conta do processo de desumanização que envolve os rituais para a sua produção.

É esta estereotipação de gestos técnicos aliada à automação de movimentos que devem dar lugar a uma pedagogia de esporte que humanize todo o processo; que não se preocupe apenas em produzir um atleta, mas sim em primeiro lugar forme o homem (sem reproduzir chavão, cair na retórica do esporte como panacéia, ou lugar-comum), que virá a ser o atleta do futuro, mais completo e seguro das suas possibilidades.

Uma boa pedagogia não é aquela que demonstra um gesto para ser imitado, automatizado, mas é aquela que permite ao educando vivenciar um processo de ensino-aprendizagem, onde, por meio da possibilidade de exploração, a criança descobre o seu gesto eficaz, o qual representa os seus possíveis.

Segundo o professor Incarbone (em um artigo do início da década de noventa): “O professor deve ter muito em conta que não deve modelar o menino à semelhança de ..., e sim ele deve dar uma grande bagagem de experiências motoras contribuindo para o armazenamento de seu acervo motor, o qual permita desenvolver-se no futuro com grande variedade de habilidades motoras, que não só apontariam para um esporte, mas também à sua vida diária.”

Novamente, sabiamente Medina complementa, afirmando que não é fácil formar homens quando o sistema pede robôs. Não é fácil desenvolver atletas cidadãos, críticos, conscientes, educados e criativos, quando o sistema pede apenas “máquinas” obedientes e automaticamente descartáveis, quando deixam de produzir o rendimento esperado.

Entretanto, longe de uma especialização precoce, o esporte deve permitir à criança iniciante a obtenção de uma boa cultura motora em meio a uma variedade de práticas corporais.

E proporcionando ao jovem uma aprendizagem sobre jogos adequada, estar-se-á tornando a prática esportiva alargada a todos e para sempre.

Gustavo Pires, em seu livro “O desporto no século XXI: os novos desafios”, corrobora e complementa, dizendo que o esporte visto como um meio educativo e um instrumento pedagógico, deve assumir características de complemento curricular à formação da criança, pois assim entendido, possibilita ao aluno o extravaso de suas necessidades, desejos e interesses envoltos num regime de liberdade de participação e escolha voluntária.

Portanto, se levados em consideração essas ponderações preliminares, estar-se-á garantindo o desenvolvimento de um trabalho que, longe de ser especialização precoce, proporcionará um desenvolvimento harmônico e global para as crianças que buscam sua iniciação esportiva, carregada de sonhos e desejos (nunca enganadas, iludidas ou mesmo, usadas).

Crianças no esporte.

Cada fase de desenvolvimento exige conhecimento específico e formação adequada para que professor x aluno e aluno x professor possam exercer suas atividades de forma responsável e em caráter qualitativo com a finalidade de se obter sempre o sucesso. Evidentemente, com o espaço aberto para a inserção da família como extensão do processo produtivo.

Segundo GARGANTA (1996, p.22), o que importa, na verdade, “é, sobretudo desenvolver dos praticantes uma disponibilidade motora e mental que transcenda largamente a simples automatização de gestos e se centre na assimilação de regras de ação e princípios de gestão do espaço do jogo, bem como de formas de comunicação e contra-comunicação entre os atores do processo”.

A importância das atividades desportivas, em especial a iniciação ao futebol, é reconhecida porque jogos dessa natureza trazem em seu cerne a possibilidade de desenvolvermos no aluno/atleta a interação dos processos: cognitivo (como o uso da inteligência para a resolução de problemas coletivos), afetivos e psicomotor, além de abordar aspectos sociais fundamentais como cooperação, empatia, solidariedade, etc.