domingo, 31 de maio de 2009

Copa 2014 terá sede na Bahia.









Os soteropolitanos comemoram na tarde deste domingo (31), a escolha de Salvador como uma das 12 cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014. No Pelourinho uma grande festa é feita ao som dos tambores do Olodum.

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá verão ao vivo a Copa do Mundo de 2014. As 12 cidades-sede foram anunciadas pelo presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, em reunião do comitê da entidade em Nassau (capital das Bahamas), neste domingo.

As outras concorrentes eram Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco. Portanto, as quatro candidatas do Nordeste e as três do Sudeste conseguiram ver seus projetos aprovados. Cuiabá levou a melhor sobre Campo Grande na disputa pela vaga do Pantanal, e Manaus superou Belém na briga pela sede da Amazônia.

O próximo passo para as escolhidas será num seminário de 8 a 10 de junho, no Rio de Janeiro. Os projetos serão analisados mais detalhadamente e, em função dos relatórios da Fifa realizados durante as inspeções, possíveis alertas serão feitos.

sábado, 30 de maio de 2009

O sonho que pode virar pesadelo.

Essa “síndrome de empresários” no futebol deixa qualquer um estupefato. Nesse meio atualmente, empresário é que nem “bunda”, todo mundo tem. O futebol mudou. Isso é fato. A Lei Pelé amordaçou os clubes, sobretudo os do interior e abriu caminho para um nicho que não pára de crescer. Nada contra os tais profissionais, mas muitos (não todos) acabam prejudicando os próprios jogadores, e são impiedosos com os clubes que projetam os atletas. Os últimos contraatacam com a multa rescisória. É fácil entender. Há pouco tempo, empresário para boleiro era algo parecido como músico ao lançar CD ao Vivo. A coisa não era tão rápida. O artista gravava um trabalho, fazia muitas apresentações, turnê e tal, e só depois pensava num CD ao Vivo. Os mais inteligentes esperavam um pouco mais e deixavam a idéia para um momento mais oportuno. Já no futebol, o garoto disputava um bom torneio no amador ou no time de cima, se possível com um título. Assinava seu primeiro contrato e só depois pensava em empresário. Os mais inteligentes, a priori, deixavam tudo a cargo do pai, parente ou um amigo muito confiável. A moda dos empresários é incrível. A molecada nem trocou o kichute pela chuteira e já mudou várias vezes de empresário. Se a função virar curso de graduação, não se assustem, porque após medicina e direito, a especialidade será a mais procurada. Conversando com um dirigente da Ferrinha fiquei pasmo quando soube que o atacante Robinson foi procurado pela S.A durante a Série A2 para ter seu salário triplicado e o contrato prorrogado. O garoto não deu trela para os dirigentes e disparou: “Deixa acabar o Paulista e então, sentamos com meus empresários pra conversar”. É isso mesmo: “meus empresários”. Na falta de um, tem o procurador do empresário, o supervisor do procurador, o amigo supervisor do procurador e por aí vai. É óbvio que é um jogo de interesses. Ao se destacar no inicio da A2, a cúpula grená ofereceu uma bagatela de crescer os olhos do menino, pois em troca aumentaria a multa rescisória. Caso o atleta fosse vendido, a S.A conseguiria alavancar um montante maior e o jogador iria abocanhar aindasua porcentagem na transação. Nada mais justo para ambos. Quem deu alimentação? Quem bancou moradia? Quem deu a oportunidade ao jovem na Taça? A Ferroviária. Em contrapartida, o atacante treinou, correu atrás e aproveitou as chances. Não caberia aí ao atleta usar o bom senso e gratidão por quem está dando a ele a oportunidade de ascensão financeira na vida? Não só nesse caso, como na maioria, a resposta é não. Os caras legais, confiáveis e “maneiros”, com uma cabeça jovial são os empresários e não o clube revelador. Parece castigo. Depois que evitou a diretoria o boleiro só se ferrou e por tabela, também “Ferrô” o time, já que não marcou mais gols. Corria mais que a Marizete Rezende, porém seu jogo deixou de ser objetivo. O futebol estacionou, mas jogador bem assessorado que se preze está sempre na moda. Chuteiras multicoloridas, tiaras e apetrechos não faltaram. Se você ainda tem dúvida em reconhecer esse novo nicho de boleiros jovens, vão aí mais algumas dicas: Eles passam mais tempo no celular do que treinando.Não dão muita atenção para a torcida e imprensa; afinal de contas estão instruídos e sabem que time do interior é só uma ponte para o estrelato. Ah! Chegam sempre com sono aos treinos. Em suma, identificação nenhuma com o clube que defendem. Opa! No fim do treinamento, mais tempo em campo pra aperfeiçoar a bola parada? Que nada. Um pulo na lan house pra falar com os empresários e procuradores na “net”, a fim de se inteirar das novas propostas. Pra encerrar: quando estão prestes a assinar alguma procuração, adoram visitar um departamento médico. Esses dias meu amigo disse que seu filho de 8 anos tava batendo uma bolinha no SESI no feriado e um empresário procurou ele oferecendo um contrato para o garoto, que já freqüenta uma escolinha de futebol na cidade. Fissurado em futebol e amante do esporte, meu amigo sempre quis ser jogador, porém as coisas não deram certo. Perguntei: “E aí, vai assinar? –”Claro, meu pai sempre falou que o menino levava jeito. Faltava alguém apostar nele! Meu Deus, quantos pais e mães depositando suas frustrações nos filhos e colocando responsabilidades em crianças no lugar de brincadeiras. Acompanhei a AFE em 2006-07- 08 quando trabalhava no Imparcial. Todas essas pessoas, agora ligadas diretamente aos jogadores entravam no estádio. Assim que acabavam os treinos, muitas pessoas colavam nos alambrados. Às vezes a imprensa tinha que esperar os atletas conversarem com eles, para depois ser atendida. A coisa era bem escancarada. Quando as entrevistas ocorriam na saída dos vestiários, nos deparávamos com uma multidão assistindo a molecadinha treinando. Um ou outro se aproximava da gente e perguntava: “E o time profissional. Vai bem?”. –”Tá indo sim. E você? Esperando acabar o treino do filho?” –”Não. Sou procurador, e tô vendo uns meninos aí!”. Um dia encafifado perguntei ao dirigente Bruno Ópice. “Não entendo. Tanta gente não identificada entra na Fonte (já era municipalizada), observam tudo e conversam a vontade com os jogadores e ainda os vemos entrando com cortesias nos jogos?”. No que ele respondeu. “São destinados alguns bilhetes pra que os jogadores distribuam aos familiares ou amigos, mas eles preferem repassá-los aos empresários da vida”. Que dó dos parentes. Fico imaginando a conversa: “Olha pai, se quiser você paga ingresso, escuta as emoções pelo rádio com os Campeões da Bola ou vê pela Rede Vida, pois tenho que pensar no meu futuro!”. Como disse anteriormente, é uma situação irreversível. Não são mais os jogadores que dependem dos clubes, e sim os últimos que ficam a mercê dos atletas. Outro dia escutei o ex-presidente Pareli Filho falando: “Antes da Lei Pelé e dessa onda de empresários e, tudo se dava entre os dirigentes. Os diálogos ocorriam e os atletas só ficavam sabendo das conversações quando essas estavam em fase de conclusão, caso contrário o time tava ferrado, pois eles tiravam o pé e perdiam o foco”. Infelizmente não vamos ter um novo Picolim, ou então um novo Vail Mota com seus olhos clínicos e tantos outros espalhados pelo Brasil, buscando nas peneiras da vida jogadores para serem formados nos clubes, posteriormente identificados com a cidade e só lá na frente, após brilharem no time profissional, serem vendidos. Por gratidão a maioria voltava pra encerrar a carreira nas equipes que os projetavam. As mudanças no futebol quando acontecem não retrocedem. Os times interioranos estão nas mãos da famigerada Federação Paulista, que há tempos virou as costas para as agremiações, dependentes cada vez mais dos patrocinadores, e lutando as duras penas pra revelar jovens jogadores e assim se manter em atividade. Essa questão dos empresários é uma situação irreversível. O jornalista Juca Kifouri escreveu recentemente em seu blog: “Precisamos acreditar que pelos menos 70% dos empresários no mercado sejam de boa índole e bons caracteres. Que estejam aí para ajudar os jogadores. O empresário rege todo o extra-campo e vai negociar e vai cuidar de tudo. Já os outros 30%, infelizmente sugam o jogador e muitos atletas deixam de ter identidade com o clube, exemplos como Zico e Pelé não existem mais. Hoje o jogador fica três ou quatro meses em um clube e vai embora porque o empresário fica em cima dele para mudar, é onde o empresário vai ganhar dinheiro, na troca, na transferência, na venda do atleta. O grande mal do futebol brasileiro é essa transferência”, analisou. Fica a torcida para que os novos talentos possam contar com seus familiares e façam boas escolhas; que os empresários profissionais pensem na sua sobrevivência, mas com carinho nos garotos e não apenas nas cifras. Se possível, que analisem também a situação do clube formador. É o futebol e já faz algum tempo que essas são as regras do jogo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Rapidinhas de nosso esporte.

* Desafio 1

Foi um verdadeiro desafio para PRV Sports realizar o Desafio Nordeste de Futsal e nossa grande vitória foi ter mostrado aos que nada fazem que nada é impossível.

* Desafio 2

Desistir nunca! Em 2010 estaremos novamente na batalha para realizarmos a segunda edição do Desafio Nordeste de Futsal.

* Estacionado

Já é hora de soltar os freios e tentar fazer um algo mais pelo desporto de Paulo Afonso. Onde está a iniciativa privada?

* Fechado para balanço

Nosso futebol oficial está indo para o segundo ano sem saldo e sem propostas de inovação, isso sem falar na zona rural que também sofre do mesmo mal.

* Querelas políticas

Eis o grande mal do esporte de Paulo Afonso, quem não tem nada com o caso é que sofre, o futebol.

* Grito de Independência

Enquanto não houver iniciativa própria de nossos dirigentes, jamais ouviremos esse grito.

* A casa é do povo

Sabendo usar não vai faltar, esse adágio popular é antigo,e não devemos nos esquecer que o Álvaro de Carvalho é público e não possui dono(s).

* Falta estrutura

Paulo Afonso possui muitos campos para prática do futebol, porém, só o Álvaro de Carvalho oferece um pouco de conforto aos atletas e torcedores, vai a idéia de melhorarmos as condições de nossos campos, são eles: Poeirão, campo do Spom e campo do Creia inicialmente.

* Você sabia?

Que o investimento feito com um atleta de futebol em nosso município gira em torno de R$ 3,00 ( três reais) mensal, isso por cerca de quatro meses que é o tempo de duração de nosso campeonato municipal.

* Na agulha

Como noticiamos aqui, o campo que deverá ser gramado no BTN será o que fica por trás da delegacia de polícia, isso porque fica próximo a barragem e facilitará para conseguir água para molhar o gramado.

* Banho de loja

Quem deverá receber uma banho de loja é nosso ginásio de esportes que durante algum tempo não viu qualquer tipo de manutenção.

* Socorro!!!

O campo da prainha também já está necessitando de uma boa reforma nos alambrados e na iluminação que está péssima.

* Pouco sociável

Os babas de Paulo Afonso pouco ou quase nada contribuem com o social em Paulo Afonso, bem que a CHESF poderia abrir as portas dos babas para projetos sociais que beneficiem crianças e jovens carentes de nossa cidade através do esporte.

* Jogo rápido

É interessante que a prefeitura de Paulo Afonso responsabilize as empresas que armam palcos nas quadras do Lindinalva Cabral que os retire tão logo seja realizado qualquer evento nas quadras, se não cobrarem, os palcos ficarão fixos por lá e isso prejudica os amantes do futsal que praticam esporte naquelas quadras.

* Esfacelada

A lusa do Dr. Edilson pouco a pouco está se desarmando, o Vasco e o Vitória do BTN estão desmontando o elenco da lusa para reforçar o deles.

* Importados

O Vitória do BTN deverá montar a base de seu elenco com jogadores de outros estados, segundo Raposão, buscar jogador fora sai mais barato que contratar por aqui.

* Sede de grana

Na hora que a prefeitura sinalizar a liberação da verba, muitos dirigentes estarão a salvo ou alguns já enterrados.

* Por onde anda?

A famigerada turma da associação de árbitros de Paulo Afonso.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rapidinhas de nosso esporte.

* Na luta

O desportista Aloísio Rocha, está correndo e fazendo um grande esforço para ajudar a LDPA na realização do municipal 2009.

* Na mesa

O cardápio principal de nosso futebol está em processo de andamento, segundo Janinho, a prefeitura dará total apoio para realização de um grande campeonato ainda esse ano.

* Apoio moral

Mesmo não fazendo parte de sua pasta que é eventos, Kôca tem sido uma grande força dentro do departamento de Turismo e Esportes da prefeitura para que se realize um grande campeonato municipal em 2009 e para 2010 grandes surpresas poderão acontecer.

* Parcerias interessantes

Janinho tem mostrado que esporte se faz sem interesses políticos e partidários, e vem dando total apoio aos projetos que fazem crescer o município, diferente de outros cartolas de nosso esporte.

* Sonho ou realidade?

Comenta-se nos bastidores que o prefeito Anilton irá realizar grandes obras para o meio esportivo até o final de seu mandato com as construções de um campo gramado no BTN, construção da Vila Olímpica e quem sabe um belo estádio de futebol.

* Trabalho e determinação.

Continua firme o propósito do presidente Raposão em fazer do Vitória do BTN uma agremiação campeã, pra isso o mesmo tem se mobilizado em fazer uma grande equipe para 2009.

* Sou mais eu.

Mesmo com 46 anos nas costas, Lalau ainda aposta que será o artilheiro do muncipal em 2009 defendo as cores do rubro-negro do BTN.

* Na bronca

Comenta-se nos meios esportivos que alguns diretores da Portuguesa não comungam da mesma idéia do mandatário da Lusa e a qualquer hora podem deixar seus cargos vagos.

* Eu tenho a força!

Independente de ter apoio ou não de algumas pessoas que sempre ajudaram o Rondon, o técnico Nenen promete formar um time para lutar pelo título em 2009.

* Processo de renovação

Com a revoada de muitos jogadores experientes para o "trecho", espera-se que surjam novos nomes para substituir nossas estrelas que já estão em busca de outras oportunidades no mercado de trabalho.

* A hora é essa.

Quem está feliz com o processo de renovação de jogadores de nosso futebol é Alonsão, ele sempre prestigiou a gurizada e agora ver um bom momento para descoberta de novos valores.

* Campanha prá valer!

A PRV Sports, lançará em breve a campanha ABRACE NOSSO ESPORTE, na oportunidade realizará um grande encontro em Paulo Afonso com autoridades, comerciantes, empresários e deportistas em geral. Aguarde!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Das quadras para o campo.

O futebol de salão é a principal porta de entrada para um garoto no mundo do futebol aqui no Brasil. Praticamente toda cidade tem, ao menos, uma escolinha, que, fatalmente, disputa algum torneio regional contra vizinhos maiores, geralmente com equipes mais bem estruturadas e até mais próximas daquele que é o grande objetivo da esmagadora maioria: o gramado.
>>> Mithyuê brilhou na última edição do Brasileiro Sub-20
>>> Olheiros apresenta o primeiro ranking do futebol de base nacional
Diferentemente de países como a Holanda, por exemplo, em que já se joga no campo desde os cinco, seis anos de idade, por aqui, a tradição que se firmou, em virtude do quase desaparecimento da chamada várzea, é a de se dar os primeiros chutes em uma quadra de 40 metros de comprimento por 20 de largura (dados oficiais, segundo a Confederação Brasileira de Futebol de Salão – CBFS). E até por isso, não são poucos os garotos brasileiros que, lá no começo da carreira, despontavam nas quadras do país, sendo posteriormente “puxados” para o campo. Ronaldinho Gaúcho e Robinho, cujos vídeos no futsal já foram mostrados muitas vezes, são exemplos.Todavia, esse esporte tem passado por alterações, muito devido à renovação cada vez mais constante da profissionalização do futebol de campo. Basta dizer que, cada vez mais, já se criam novas categorias dentro do futebol de base brasileiro. Recentemente, a Federação Paulista de Futebol (FPF), por exemplo, criou os Estaduais “oficiais” Sub-11 e Sub-13, devido à demanda e até pelo fato de organizações “paralelas” já realizarem torneios de natureza semelhante. O que cria, naturalmente, uma “competição” contra as mesmas categorias dentro do futsal. Categorias essas que, dentre as “de base” na modalidade, estão entre as mais visadas.Os benefícios do esporte na quadra são bastante conhecidos, como o incentivo à movimentação e ao toque rápido na bola, o aprimoramento do raciocínio e a exigência física. “O salão pede uma pegada mais forte, além de demandar a corrida. No futebol de campo, o jogador mais anda do que efetivamente corre. Mas principalmente: na quadra, o garoto aprende a se virar em um espaço mais curto e limitado. E com as marcações cada vez mais apertadas que o futebol vê, isso se mostra fundamental. É importante que, especialmente por estar numa faixa de idade que se apreende melhor o que é passado, o menino adquira tais qualidades.”, explica Emerson Ballio, treinador das equipes sub-11 de futebol e futsal do Santos.De olho nesses aprimoramentos, os próprios clubes considerados grandes passaram a dar uma atenção maior às quadras, especialmente nas tenras idades. Além do Peixe, Corinthians, Palmeiras e São Paulo também têm equipes disputando torneios no estado, em diversas categorias, mesmo nas — acreditem! — sub-6 e sub-9. Dentre esses, aliás, Ballio conta que é o Timão que tem maior facilidade em angariar futuras promessas, justamente pela criançada começar bem cedo, por assim dizer, no esporte.“Lá, a garotada já começa com 4, 5 anos. Eles já vão formando a turma e preparando para, quando crescer, ir lançando para o campo”, conta, completando, ainda, que a busca dos grandes do futebol na área do futsal tem, automaticamente, sido um agente “convocador” de garotos. Como exemplo, Ballio cita o próprio alvinegro praiano. “Para se ter uma ideia, na época em que ainda não tínhamos uma categoria sub-11, o Gremetal era o time mais poderoso, recebia toda a molecada forte. Quando o Santos criou o sub-11, automaticamente, pelo nome do clube e pela possibilidade de ficar perto do futebol de campo, essa turma toda veio para cá. É natural, e ocorre também na Capital, com os grandes”, revela.Ritual de passagemA ida para o campo não pode demorar, se o real objetivo for mesmo o gramado. Ballio explica que não há um número cientificamente exato, mas aponta os 15 anos como idade máxima para que o garoto faça a “transição”, para que não sinta tanto, já em um nível mais elevado, as diferenças latentes que o futebol impõe. Para tal, cita como exemplo dois dos maiores jogadores de futsal do Brasil, Manoel Tobias e Falcão. “Ambos sofreram muito com a excessiva velocidade que tentavam aplicar nas jogadas, naquilo de tocar e esperar para receber e chegar batendo. Não dava certo. Fora que a própria questão do impedimento sempre foi muito complicada de ser assimilada por eles, devido às dificuldades táticas e de posicionamento. No entanto, são monstros sagrados do futebol de salão nacional”, relembra.Há exceções, todavia, tal como para tudo que se passa na humanidade. E o mais recente caso e o de Mithyuê, tido como grande promessa das categorias de base do Grêmio. Considerado a maior revelação do futsal brasileiro desde Falcão, tendo jogado, inclusive, pela seleção canarinho principal nas quadras, Mithyuê, aos 18 anos, decidiu que iria tentar a sorte nos gramados. Teve no Brasileiro Sub-20 seu momento sublime, ao ser escolhido como o melhor do certame. Fora o fato que, ao longo da carreira, iniciada no salão aos 6 anos, só havia atuado em uma única ocasião no campo, em um torneio municipal. Algo que, para o treinador santista, “é um verdadeiro fenômeno, um caso à parte”.Ballio exemplifica a dificuldade de interação com exemplos que nota dentro do próprio Santos, e com promessas que já atuam no campo. É o caso de Jean Chera, tido como um dos principais nomes brasileiros no sub-15. “O Jean recebia a bola e já deveria devolver, mas parava. E o mesmo quando era ele que tinha que correr para dar prosseguimento à jogada. Por muitas vezes, precisei substituí-lo para que o time rendesse. O estilo dele é para o campo, e não para o salão”, relembra, citando, ainda, Neymar, que já obteve resultados mais expressivos no futsal: “Ele passava pelos rivais com muita facilidade. Ora indo pela esquerda, ora pela direita. Daí os treinadores tentavam bloquear as pontas e o meio, e ele não deixava por menos. Desconcertava os rivais e partia para o gol”, recorda.No entanto, a transição é complicada — e principalmente aí — no que diz respeito à questão tática, que envolve o posicionamento da garotada nos espaços e a marcação. E aí está o que é considerada a maior dificuldade da transição, que é o acerto de posição, combatendo vícios que, fatalmente, já se estabeleceram na molecada. “Há coisa que precisam ser acertadas, e isso só funciona, quando atuando com crianças, através de pequenos jogos, em um projeto que demanda paciência, já que, por muito tempo ainda, eles vão tentar repetir os lances do futsal no campo, a correria, o toque-e-chute”, diz Ballio.Para ilustrar essa questão, o treinador santista relata uma experiência que também evidencia a dificuldade de se preparar, ao mesmo tempo, times para ambas as modalidades. ”Já tentei disputar um campeonato usando um grupo de 30 jogadores, que disputavam, simultaneamente, salão e gramado. Não deu certo, você nota que os meninos sentem, tanto a pressão como as diferenças. No futsal, não há uma posição definida, por assim dizer, mas no campo sim. O número de impedimentos em que eles ficavam também era descomunal. Mas foi importante, até para que se pudesse ajeitar o treinamento de forma mais específica”.O primeiro ponto considerado para ver se o garoto está preparado para mudar do salão para o gramado é a qualidade individual, a habilidade com a bola no pé, o domínio da mesma e a disposição. É só nesse momento que se passará a ver em que posição determinado atleta atuará. O próprio Mithyuê, por exemplo, quando chegou para os testes no tricolor gaúcho, não sabia em que lugar jogaria. Tanto que, no próprio Brasileiro, embora tenha iniciado como volante, encerrou o campeonato jogando muito mais próximo ao ataque, como meia-ofensivo, graças à percepção de Julinho Camargo — onde, aliás, mostrou-se letal, com assistências e gols.E, pelo menos em tese, não adianta pensar que o menino, por ser um excepcional pivô, será necessariamente um ótimo atacante. Muitos acabam, inclusive, recuando, vindo jogar no meio-campo ou até como volante. “O pivô é o cara que vai chutar bem, mas saber virar o jogo quando necessário, segurar a bola, controlar a partida. Tudo passa por ele. Até por isso, a probabilidade de ele se adequar mais atuando em uma função de distribuição é maior. Assim como o fixo, que tende a jogar como zagueiro ou, se for habilidoso, meia. Mas não é algo que se possa dizer que é 100% certo. Basta lembrar que o Marinho (defensor, ex-Grêmio e Corinthians) era goleiro no salão”, explica Ballio.PressãoNaturalmente, um sucesso no futsal pode levar o garoto para o campo com mais velocidade, o que pode, por muitas vezes, acelerar uma transição que não era para ocorrer, ao menos, até aquele momento. O que, a bem da verdade, ocorre tanto nas quadras, como nos gramados. Não é incomum, em jogos, principalmente no futebol de salão, onde a proximidade com a torcida é mínima, ver pais e mães pressionando o filho para que ele arrebente, que faça gols (às vezes, mesmo sendo um jogador de caráter mais defensivo), brigando com o menino porque ele foi substituído ou reclamando com o treinador do porquê de não se escalar o rebento para o iniciar do jogo.”Há um garoto que treina comigo hoje que fica olhando, a todo instante, para o pai na arquibancada. Você nem consegue passar instrução para ele direito, parece que ele não consegue prestar atenção, e de fato não presta. Tanto que, uma vez, cheguei perto do pai e disse: Olha, faz o seguinte. O seu filho está seguro aqui, pode ficar tranquilo. Pode ir para a praia, dar uma caminhada, e volta depois para buscá-lo. Cabe ao treinador também ter esse papel”, conta o técnico do sub-11 do Santos.Ídolos das quadras (e dos campos)Como supracitado, não são poucos os craques brasileiros que surgiram no futsal. Confira abaixo um resumo da passagem de alguns dos principais ídolos recentes do País nas quadras. Há infinitos nomes desde Zico e Casagrande a dupla de Ronaldos. Já naquela época, com nem bem dez anos de idade, eles já davam o que falar...Ronaldinho GaúchoQuando ainda era um menino da categoria Pré-Mirim no time do Procergs, de Porto Alegre, o dentuço Ronaldinho ainda era simplesmente Ronaldo, irmão de Assis, ídolo do Fluminense. Mas os lances espetaculares do garoto nas quadras gaúchas já faziam os pais e treinadores exclamarem, com a absoluta certeza, de que diante de seus olhos estava o novo Pelé. O atual jogador do Milan ficou por cinco anos no time porto-alegrense, de 1990 a 1994, até a categoria infantil, quando foi encaminhado para o Grêmio, onde surgiria para o futebol mundial.Ricardinho“Falar de futsal para mim é um prazer, este esporte teve um papel fundamental na minha vida pessoal e profissional, pois atuei nele durante 11 anos”. A frase, publicada em um especial da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), é atribuída a um dos últimos grandes ídolos do Corinthians e pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, Ricardinho. Paulistano, chegou a Curitiba graças a uma transferência do pai, e logo aos seis anos ingressou nas quadras do Pinheiros, clube que, futuramente, daria origem ao Paraná. Passou por outras agremiações de salão até voltar, por fim, ao Bicolor, que logo o puxou, antes que fosse tarde, para o futebol de campo, onde viria a explodir.RobinhoO menino de São Vicente, hoje um dos maiores jogadores do mundo, antes mesmo de pisar no gramado da Vila Belmiro e ser apontado como Pelé como futuro craque, deu os primeiros chutes no Beira-Mar, clube de futsal de sua cidade natal. Com uma habilidade fora do normal e grande faro de gol, chegou a fazer inacreditáveis (mesmo para o futebol de salão) 73 gols em um ano. Foi nas quadras da hoje extinta agremiação vicentina — e que hoje é um centro esportivo que leva o nome de Robinho — que foi descoberto por Betinho, ex-treinador da base do Santos, que o levou para o Portuários. Dali para frente, é a história que todos conhecem.EdmundoO Fonseca, clube de Niterói, foi onde o Animal deu seus primeiros chutes. Com apenas 9 anos de idade, já demonstrava um faro de gol considerável, que fez seu professor de judô (!) o convidar para jogar no Vasco da Gama. Do cruzmaltino, foi para o salão do Fluminense e do Bradesco, antes de, aos 15 anos, chegar ao time sub-17 do Botafogo, onde ficaria até 1989. Sempre, todavia, esteve acompanhado da famosa indisciplina que o pautou historicamente, e o Vasco, até por o ter resgatado após ser dispensado pelo Fogão, é quem se considera seu real revelador.

domingo, 17 de maio de 2009

Cícero, determinação e força de vontade para vencer.


Cícero apresenta prêmio ao secretário de esportes Janio Soares.



O atleta Cícero Clebson, maratonista pauloafonsino, mais uma vez representou o município de Paulo Afonso na capital do Estado, dia 19 de abril, participando da 34ª Corrida Rústica Tiradentes e Etapa Baiana de Corrida de Rua da Capital.

Cícero concorreu em Salvador com aproximadamente mil atletas e obteve a 9ª colocação geral e 3ª na categoria com atletas de 25 a 29 anos de idade.

Na volta a Paulo Afonso, Cícero já participou da Corrida do Trabalhador, dia 1º de maio, em Jatobá-Pe, sagrando-se campeão. Logo após essa conquista, nosso atleta concorreu dia 4 de maio, em Estância-Se, obtendo a 3ª colocação geral. É realmente um exemplo de perseverança e determinação.

Cícero Clebson foi patrocinado pela Prefeitura de Paulo Afonso que não tem medido esforços para apoiar os atletas da terra em várias modalidades que já começam a despontar no nordeste e em breve no Brasil.


sábado, 16 de maio de 2009

Esporte perde para politicagem.

Projeto Zico 10 no Álvaro de Carvalho.

É triste retratar tal tipo de situação, mas é real. Nos dias de hoje ainda acontece esse tipo de vexame e quem mais uma vez saiu perdendo? O esporte pauloafonsino.
Em comemoração ao aniversário da bairro Tancredo Neves, foi solicitado pelo secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Janio Soares, a possibilidade da direção do CSU através do senhor José Gomes de Souza liberar o campo para lançamento do projeto Zico 10 naquele bairro,a resposta emitida através de parecer do diretor do CSU foi uma negativa sem justificativas legais que o amparasse, o mesmo alegou que o espaço estaria passando por reformas que a olho nu não se enxerga, triste, deplorável tal atitude de um "ex-desportista", que já vivenciou na pele o que é o esporte, o que representa para sociedade e para nossos jovens.
Fica aqui nosso repúdio por atitude tão grosseira e antidesportiva daqueles que poderiam facilitar a ida e vinda de nossos jovens através do esporte e no entanto por manipulações políticas acabam punindo pessoas que nada tem a ver com suas ideologias políticas.